Temos abordado o desenvolvimento e a aplicação da cultura de PeopleOps como uma estratégia para destravar o real potencial das pessoas, sempre alinhando o crescimento dos colaboradores às necessidades reais do negócio.

Essa abordagem se materializa a partir de quatro pilares fundamentais:

1. Decisões Baseadas em Dados (People Analytics)
2. O colaborador como Cliente
3. Automação e Tecnologia
4. Cultura e Engajamento

Para entender mais do conceito, sua origem e aplicação recomendamos a leitura do artigo da Ominira Tecnologia sobre o tema: [PeopleOps] - o sucesso do colaborador

Aqui neste artigo, vamos explorar Decisões Baseadas em Dados — um dos pilares centrais do PeopleOps — e como elas se tornam uma ferramenta poderosa para a tomada de decisões na gestão de pessoas, oferecendo subsídios concretos para fortalecer a abordagem relacional e social, que é inerente a esse tema.

O uso de dados permite compreender, em profundidade, o sistema como um todo — seus elementos, relações e finalidades — além de identificar os atritos que impactam o dia a dia das pessoas.

Dados ajudam a reduzir o peso do emocional nas decisões e nos apoiam a fazer a coisa certa, especialmente quando são evoluídos, relacionados e enriquecidos de forma crítica, como ilustrado brilhantemente a seguir pelo Tadeu Marinho .

Entender e atuar de forma consistente com dados e métricas de RH é fundamental para a lucratividade do negócio.
Elas revelam a saúde dos relacionamentos internos, os níveis de satisfação, o ambiente de trabalho, a força da cultura corporativa e a maturidade dos processos.

Essas métricas são essenciais para destravar o real potencial das pessoas e maximizar a produtividade.

Ainda assim, paradoxalmente, costumam ser negligenciadas — mesmo quando
todo resultado, crescimento e inovação de uma empresa dependem, direta
ou indiretamente, das pessoas.


Dados não eliminam o fator humano — eles o qualificam.

Entendendo um pouco mais de dados...

Se o dado é ruim, o resultado será ruim!


A qualidade dos dados impacta diretamente o resultado das análises e das decisões e, principalmente, aumenta a probabilidade de erros e alucinações quando falamos de IA Generativa.

Esse risco tem sido bem representado, inclusive, por memes no Instagram e no TikTok.


Não é qualquer dado que serve, ele precisa ser curado e qualificado. Em linhas gerais a aplicabilidade do dado depende de pelo menos 5 dimensões apresentadas abaixo:

Quanto maior a maturidade em entender essas dimensões, maior a capacidade da organização de reduzir improviso, aumentar previsibilidade e tomar decisões mais humanas, justas e orientadas ao negócio.

Uso prático

O Diverti é uma plataforma completa para o PeopleOps e hoje lidamos com dezenas de indicadores para apoiar a tomada de decisão e vou aproveitar esse artigo para mostrar como uma simples métrica, como a taxa de turnover(Rotatividade), é poderosa para gerar impacto na gestão de pessoas e ao negócio.

Analisando o turnover...

Turnover é a taxa de rotatividade de pessoas em uma organização — ou seja, mede quantos colaboradores saem da empresa em um determinado período, de forma voluntária ou involuntária. Ele indica o quanto a empresa perde e precisa repor de pessoas ao longo do tempo.

A forma mais comum de cálculo é:

Turnover = [(número de admissões + número de demissões/2) / número total de colaboradores] x 100
.

Imagine que no último ano, sua empresa atingiu 50 colaboradores, contratou 3 novos e teve apenas um desligamento no mesmo período e ainda tem um custo médio de R$ 4.500,00 mês por colaborador.

Turnover = [(3 + 1/2) / 50] x 100 = 4%

Essa taxa de 4% é saudável, lembrando que o Brasil é o país com o maior turnover do mundo, segundo matéria do Portal Exame, tendo segmentos como restaurantes com taxas superiores a 50%.

Um turnover elevado costuma indicar problemas com liderança despreparada, cultura organizacional desalinhada, falta de reconhecimento ou perspectiva de crescimento, sobrecarga, estresse, salários baixos ou clima ruim e erros de contratação.

Olhando pela ótica financeira, com base em nosso exercício, o custo de reposição do colaborador desligado, com ganho médio de R$ 4.500,00 por mês, pode oscilar de 3 a 6 salários(recrutamento, integrações, perda de produtividade, rescisão, etc) o que pode significar de R$ 13.500,00 a R$ 27.000,00.

Mas isso é apenas a ponta do Iceberg e com um olhar mais aprofundado podemos detectar mais coisas que afetarão a nossa tomada de decisão.

É um turnover voluntário? Isso pode indicar opções melhores ou assédio de fora da empresa

É um turnover voluntário disfuncional? Saída perigosa de alguém estratégico sem plano de sucessão e retenção especifico.

Qual o tempo de reposição(TTH)? Se for longo pode atrasar demandas, projetos e sobreccaregar times.

Na mentalidade PeopleOps, nosso objetivo é desenvolver a previsibilidade, trazer agilidade, reduzir atritos e criar estabilidade para destravar o colaborador para
performar, crescer e ficar por mais tempo.

Um simples mergulho no turnover já nos trouxe informações importantes e três métricas para atuação, apoio e construção de um plano de ação rápido:

TTH (Time to Hire) - Tempo médio de contratação, sempre reduzir porque implica em responder rápido aos desligamentos, não atrasar metas, projetos e nem
sobrecarregar os times.

CTH(Cost to Hire) - Custo médio de contratação, um pouco mais complexo, mas sua redução reflete na saúde financeira e na redução do turnover.

Turnover HiPos - Turnover voluntário de talento estratégico, nos mostra a necessidade de mapear os talentos estratégicos, entender suas dores, organização a
sucessão, promover mentorias e plano de carreira. Devemos sempre reduzir
ele.

Essas três métricas, mais os dados de turnover calculados nos trazem os dados quantitativos para acompanhamento.


De forma qualitativa e complementar ao turnover, a implementação de um processo estruturado de offboarding, com pesquisas anônimas junto aos colaboradores desligados, gera insumos valiosos para a tomada de decisão.

Esses dados podem apoiar a redução do turnover e ajudar a identificar atritos de relacionamento, falhas de liderança ou até jogos políticos que estejam sabotando o
ambiente organizacional.

Além disso, se desejarmos entender o ambiente, mesmo sem o foco no turnover, as pesquisas de e-nps(Employee Net Promoter Score), que dispomos em nossa plataforma traz dados qualitativos e quantitativos de forma anônima.

É uma métrica que mede a lealdade e a satisfação dos colaboradores, ao perguntar o quão provável é que recomendem a empresa como um bom lugar para trabalhar. A partir dela, capturamos percepções sobre liderança, cultura, benefícios, ambiente de trabalho, carreira e ferramenta.

Essa abordagem apresentada aqui nos ajudou a entender o turnover, monitorá-lo e melhorá-lo, atuando diretamente em suas causas-raiz, de forma pragmática, sem depender exclusivamente de "achismo" ou feeling.


✍️ Conteúdo original criado por Emerson Silva, revisado com apoio de IA!#CULTURACORPORATIVA #IA #SEGURANCAPSICOLOGICA #DIVERTITECNOLOGIA




Emerson Silva

CEO

Empreende, palestra, investe e atua com tecnologia a mais de 30 anos.
Especialista em performance, equipes, diversidade e impacto.
Fundador, CEO da Diverti Tecnologia e autor desse post.