Quanto maior a maturidade em entender essas dimensões, maior a capacidade da organização de
reduzir improviso, aumentar previsibilidade e tomar decisões mais humanas, justas e orientadas ao negócio.Uso práticoO
Diverti é uma plataforma completa para o
PeopleOps e hoje lidamos com
dezenas de indicadores para apoiar a tomada de decisão e vou aproveitar esse artigo para mostrar como uma simples métrica, como a
taxa de turnover(Rotatividade), é poderosa para gerar impacto na gestão de pessoas e ao negócio.
Analisando o turnover...
Turnover é a taxa de rotatividade de pessoas em uma organização — ou seja, mede quantos colaboradores
saem da empresa em um determinado período, de forma
voluntária ou involuntária. Ele indica o quanto a empresa perde e precisa repor de pessoas ao longo do tempo.
A forma mais comum de cálculo é:
Turnover = [(número de admissões + número de demissões/2) / número total de colaboradores] x 100.
Imagine que no último ano, sua empresa atingiu 50 colaboradores, contratou 3 novos e teve apenas um desligamento no mesmo período e ainda tem um custo médio de R$ 4.500,00 mês por colaborador.
Turnover = [(3 + 1/2) / 50] x 100 = 4%Essa taxa de 4% é saudável, lembrando que o
Brasil é o país com o maior turnover do mundo, segundo matéria do
Portal Exame, tendo segmentos como restaurantes com taxas superiores a 50%.
Um turnover elevado costuma indicar problemas com liderança despreparada, cultura organizacional desalinhada, falta de reconhecimento ou perspectiva de crescimento, sobrecarga, estresse, salários baixos ou clima ruim e erros de contratação.
Olhando pela ótica financeira, com base em nosso exercício, o
custo de reposição do colaborador desligado, com ganho médio de R$ 4.500,00 por mês, pode oscilar de 3 a 6 salários(recrutamento, integrações, perda de produtividade, rescisão, etc) o que pode significar de
R$ 13.500,00 a R$ 27.000,00.
Mas isso é apenas a ponta do Iceberg e com um olhar mais aprofundado podemos detectar mais coisas que afetarão a nossa tomada de decisão.
É um
turnover voluntário? Isso pode indicar opções melhores ou assédio de fora da empresa
É um
turnover voluntário disfuncional? Saída perigosa de alguém estratégico sem plano de sucessão e retenção especifico.
Qual o
tempo de reposição(TTH)? Se for longo pode atrasar demandas, projetos e sobreccaregar times.
Na mentalidade PeopleOps, nosso objetivo é desenvolver a previsibilidade, trazer agilidade, reduzir atritos e criar estabilidade para destravar o colaborador para
performar, crescer e ficar por mais tempo.
Um simples mergulho no turnover já nos trouxe informações importantes e três métricas para atuação, apoio e construção de um plano de ação rápido:
TTH (Time to Hire) - Tempo médio de contratação, sempre reduzir porque implica em responder rápido aos desligamentos, não atrasar metas, projetos e nem
sobrecarregar os times.
CTH(Cost to Hire) - Custo médio de contratação, um pouco mais complexo, mas sua redução reflete na saúde financeira e na redução do turnover.
Turnover HiPos - Turnover voluntário de talento estratégico, nos mostra a necessidade de mapear os talentos estratégicos, entender suas dores, organização a
sucessão, promover mentorias e plano de carreira. Devemos sempre reduzir
ele.
Essas três métricas, mais os dados de turnover calculados nos trazem os dados quantitativos para acompanhamento.
De forma
qualitativa e complementar ao turnover, a implementação de um
processo estruturado de offboarding, com pesquisas anônimas junto aos colaboradores desligados, gera insumos valiosos para a tomada de decisão.
Esses dados podem apoiar a redução do turnover e ajudar a identificar atritos de relacionamento, falhas de liderança ou até jogos políticos que estejam sabotando o
ambiente organizacional.
Além disso, se desejarmos entender o ambiente, mesmo sem o foco no turnover, as pesquisas de e-nps
(Employee Net Promoter Score), que dispomos em nossa plataforma traz dados qualitativos e quantitativos de forma anônima.
É uma métrica que
mede a lealdade e a satisfação dos colaboradores, ao perguntar o quão provável é que recomendem a empresa como um bom lugar para trabalhar. A partir dela, capturamos percepções sobre
liderança, cultura, benefícios, ambiente de trabalho, carreira e ferramenta. Essa abordagem apresentada aqui nos ajudou a
entender o turnover, monitorá-lo e melhorá-lo, atuando diretamente em suas
causas-raiz, de forma pragmática, sem depender exclusivamente de "achismo" ou feeling.
✍️ Conteúdo original criado por Emerson Silva, revisado com apoio de IA!#CULTURACORPORATIVA #IA #SEGURANCAPSICOLOGICA #DIVERTITECNOLOGIA